Embolou
Três corridas, três vencedores diferentes. Três pilotos com 22 pontos. Felipe Massa, que estava onze pontos atrás do líder, agora está a cinco. O Mundial de F1 esquentou depois do GP do Bahrein. Agora começa a fase européia. Alonso vai correr em casa sob pressão. A pressão de se dar conta de que o companheiro de equipe não vai ser um simples coadjuvante. Hamilton esteve no pódio em todas as provas, assim como Raikkonen, e a primeira vitória parece questão de tempo. Aqui ele provou que se estiver mais rápido que Alonso não vai dar mole para o bicampeão.
Felipe fez bem o seu papel. Sabia que teria que vencer para encurtar a distância para os líderes e, principalmente, para mostrar à Ferrari que vai ser dura a opção - se ela ocorrer - de privilegiar um dos dois pilotos.
Como é bom ver um título disputado assim !
Bem-Vindos
Foi dada a largada. Com duas corridas de atraso, é verdade. Mas nem por isso queremos ser retardatários na preferência do nobre amigo internauta. Durante a temporada da Fórmula 1 eu, Carlos Gil, e meu companheiro, Pedro Bassan, estaremos compartilhando com todos vocês este espaço na pista cibernética dos amantes da velocidade.
Aproveitando nossas viagens na cobertura da TV Globo da mais importante categoria do automobilismo mundial usaremos este blog para contar histórias, experiências, dividir opiniões e exercitar um dos mais populares esportes do mundo: palpitar!
Apertem os cintos e pé na tábua. Afinal, a Austrália e a Malásia já ficaram para trás. A F-1 já chegou ao Bahrein.
E o Robinho?
Repararam no capacete de Lewis Hamilton ? Parece demais com o desenho do capacete de Ayrton Senna. Só um detalhe em vermelho destoa. O inglês prodígio diz que não se inspirou no tricampeão, é apenas coincidência. Longe de mim fazer comparações. Não, por favor. Mas o Robinho da F-1 tem estrela. Duas corridas, dois pódios. Partindo para cima, ultrapassando, defendendo a posição com unhas e dentes. Vai longe.
Ela está de volta. Ele também.
Na Malásia, a McLaren completaria 21 GPs sem vitória. A última havia sido com Kimi Raikkonen, no Japão, em 2005 !
A equipe inglesa, oito vezes campeã mundial, passara o ano em branco em 2006. Nenhuma vitória. E ainda por cima a demissão de Montoya no meio da temporada. Uma tragédia.
Pois mal a temporada começou e as “flechas prateadas” emplacaram uma dobradinha. Pela segunda vez seguida o time pôs os seus dois pilotos no pódio. Desta vez foi mais saboroso. Alonso em primeiro, Hamilton em segundo. De quebra o bicampeão mundial assumiu a liderança do Mundial de pilotos.
Fernando Alonso chegou à décima-quinta vitória na carreira. É o único detentor de um (na verdade dois) título(s) mundial(is) em atividade. É o piloto com maior número de vitórias em atividade. São quinze. Pouco ? Pode se dizer que sim. Mas em Sepang o espanhol provou que para alguém ser campeão terá que suar muito mais do que um pobre ser humano sua para percorrer cem metros – caminhando – no forno que é o autódromo malaio.
E o Massa ?
O próprio Felipe admitiu: errou. Foi afobado, precipitou-se. Jogou a corrida fora em cinco voltas. O quinto lugar pode custar muito caro. Se não for bem na próxima etapa, no Bahrein, Massa pode se tornar o segundo piloto da Ferrrari. Por enquanto, ele e Kimi disputam em condições de igualdade a condição de candidato da escuderia ao papel de desafiante de Alonso. Ao longo da temporada a Ferrari vai precisar escolher. Só um pode ser campeão.
A McLaren dá sinais claros de que Hamilton será um escudeiro de Alonso, como Rubinho e Massa foram de Schumacher. Se Alonso começar a somar muitos pontos Massa e Kimi disputarão espaço. Se começarem a acirrar uma briga interna, a Ferrari perde o campeonato. E depois de assistir a dois anos de domínio da Renault a casa de Maranello não quer perder o campeonato de novo. Ou seja, um dos dois, Massa ou Kimi, será o escolhido para defender a honra ferrarista. Por enquanto, Kimi 16 x 7 Massa.
E o Rubinho ?
É difícil voltar as atenções pra quem chegou na décima-primeira posição. Mas Rubens Barrichello fez uma bela corrida de recuperação na Malásia. Superou os problemas crônicos da Honda e recuperou 50% das posições que perdeu ao largar dos boxes, em vigésimo-segundo e último. É claro que não foram onze ultrapassagens. Alguns quebraram e abriram caminho. Mas, emocionalmente, foi importante.
Os repórteres Carlos Gil e Pedro Bassan vão acompanhar a temporada de 2007 e trazer todas as informações dos bastidores do circo da Fórmula 1.
Carlos Gil
30 anos
Formado em 1997 pela UFRJ
Editor de texto e repórter do Sportv entre 1998 e 2001
Repórter da Rede Globo desde abril de 2001
Segundo ano de cobertura da F1