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Por dentro dos boxes

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  1. 18/06/2007 01:27

    Rápidas dos EUA


    Pode ser anunciada nos próximos dais a demissão de Ralf Schumacher da Toyota. Seria substituído por um piloto que foi titular no ano passado em uma equipe e transferiu-se para ser reserva de outra.
    Heikki Kovalainen emendou a segunda boa corrida seguida. Viu que a batata estava assando. Mas também começa a se adaptar ao carro e à categoria. Nelsinho pode ter que esperar mais.
    A Ferrari é a grande derrotada da fase norte-americana da F1. Esperava virar o jogo no Canadá e nos EUA e vai voltar para a Europa levando de goleada da McLaren.
    E a Honda ? Ela, a Spyker e a STR são as únicas sem marcar pontos ainda. Vai ter que montar o motorhome lá longe do paddock no ano que vem.

  2. 18/06/2007 01:21

    Indy, dia 3. Lewis, ano I


    Há os que acham cedo demais. Há os que já acham a hora certa para afirmar que Lewis Hamilton é um fenômeno da Fórmula 1. Um argumento inegável é que o garoto chegou pilotando um carro e tanto. E isso facilita, é claro. Mas não é injusto dizer que Hamilton só está onde está por conta de um bom carro ? Ou da "proteção" dos ingleses da equipe inglesa (ou anglo-alemã como quer a Mercedes) ? Hamilton é ou não é um fenômeno ?
    Sete corridas, sete pódios. Erros ? Um a ser mencionado, na quinta-feira de Mônaco. Erro que não compromoteu a classificação. Personalidade para fechar a porta para um bicampeão do mundo e companheiro de equipe. Carisma ? Sim. E simpatia. E, pelo menos por enquanto, simplicidade. Ele copiou acertos de Alonso ? Esta parece uma teoria da conspiração. O primeiro calouro a vencer em Indianápolis teria que ser o melhor charlatão do mundo para ser descoberto como uma farsa, um piloto de menor talento que faz o nome graças a crocodilagens com o companheiro.
    Hamilton tem 22 anos. Se chegar ao título será o mais jovem campeão da história. Estamos vendo a história ser escrita.

  3. 16/06/2007 17:52

    Indy, dia 2. De novo ele


    Assim como em Montreal Lewis Hamilton fez a pole em uma pista onde jamais havia corrido, Indianápolis. Ainda há quem fale que as horas e horas de simulador ajudam. O computador é programado para fazer com que o piloto tenha exatamente as mesmas sensações que experimentará na pista real, como um videogame (Hamilton, aliás, já foi campeão de videogame na Inglaterra). Mas só as voltas virtuais não explicam o sucesso de Lewis. Ele é bom. E está virando a Fórmula 1 de cabeça para baixo.

  4. 15/06/2007 21:05

    Indy, dia 1


    A BMW muito bem na parte da manhã, à frente da Ferrari (provavelmente com carros mais leves), comprova que será a terceira força da temporada como muitos já esperavam desde os testes de inverno. Kubica quer voltar em Magny-Cours mas ainda não recebeu o ok definitivo dos médicos. Heidfeld faz boa temporada.
    À tarde a Ferrari foi mais rápida que a BMW mas ainda ficou atrás da McLaren. Alonso parece mordido. Andou chutando o balde com a imprensa espanhola dizendo que não se sente confortável na equipe e, de certa forma, desmerecendo um pouco o Hamilton ao afirmar que já tinha vencido gente muito mais importante - como Schumacher - e que Trulli e Fisichella haviam sido companheiros/concorrentes de peso também.
    Massa pareceu muito tranqüilo na entrevista coletiva, falando em avanços do carro em relação ao Canadá. Ele é um piloto que deixa transparecer o que sente. Sendo assim, dá para acreditar que os carrinhos vermelhos venham, pelo menos, mais competitivos no fim de semana. No entanto, pelo que andou nesta sexta-feira a McLaren parece favorita para a pole.

  5. 15/06/2007 02:25

    Ele está ótimo (ou assim parece)


    Na sua reaparição aqui em Indianápolis o polonês Robert Kubica deu um show de simpatia e bom humor. Vou reproduzir duas respostas dele, com extrema presença de espírito:
    - Um repórter pergunta se a equipe se comunicou com ele por rádio depois do acidente. Kubica fazendo cara de surpresa: Rádio ? Que rádio ? Você acha que o rádio funcionaria depois daquela batida ?
    - Outra: Robert, você viu o seu acidente na TV ? Não precisava, vi ao vivo. E arrancou risos de toda a sala de imprensa.
    Mesmo assim ele foi vetado pelos médicos por precaução. O substituto de Kubica será Sebastian Vettel, alemão, 19 anos e 11 meses, o quinto piloto mais jovem da história a pilotar na F1. Boa sorte a ele e bom retorno ao renascido e bem-humorado polonês, quem sabe, em Magny-Cours.

  6. 15/06/2007 02:19

    Emoção ou Inconseqüência ?


    Assim como a maioria dos fãs da F1 que navegam pela internet e dedicam seu precioso tempo a ler, debater, criticar, elogiar os diversos sites e blogs que tratam do assunto também acho que F1 está muito chata.
    Mas ao contrário de alguns que se manifestaram aqui - uns até de forma indelicada, mas tudo bem - vou continuar defendendo que emoção e segurança são compatíveis nas corridas de automóvel. Uma coisa é você achar que o regulamento tem falhas, que limita demais as ultrapassagens, por exemplo. Outra é dizer que "os que estão na chuva devem se molhar" como se fossemos para a frente da TV só para ver uns loucos tentarem se matar. Não acho graça nenhuma em uma corrida na qual um piloto morre ou sofre acidente grave. O Kubica deu é muita sorte e o circuito do Canadá pode sim ser mais seguro. E isso nada tem a ver com as regras que tornaram a Fórmula 1 um esporte menos competitivo do que já foi um dia.

  7. 11/06/2007 01:17

    Que GP


    Durante muito tempo não vai faltar assunto quando a conversa girar em torno do GP do Canadá de 2007. Os sustos, os erros, a vitória histórica de Hamilton, o pódio inusitado com Heidfeld e, principalmente, Wurz. Os ameaçados de demissão Kovalainen e Ralf Schumacher pontuando (quarto e oitavo, respectivamente). As decepções de Felipe Massa, Rubens Barrichello, Fernando Alonso (ultrapassado por Sato !) e Kimi Raikkonen. A melhor corrida do ano até agora.

  8. 11/06/2007 01:14

    Nasce uma estrela


    Enfim, a primeira vez. Lewis Hamilton já fazia por merecer. Seria injusto a primeira vitória do inglês ficar manchada por uma tragédia. No fim, tudo bem com Kubica (na medida do possível, é claro), tudo ótimo com Hamilton. Aconteceu de tudo com todos. Para Hamilton ficou a glória. Merece os aplausos. Seguiu o script de um ídolo. Foi genoroso ao dedicar a conquista ao pai. Foi companheiro ao lembrar do amigo Kubica durante a entrevista coletiva. O novo líder do Mundial e, mais do que nunca, candidatíssimo ao título tem estrela. E pode tornar-se uma.

  9. 11/06/2007 01:10

    O susto


    O clima ficou esquisito. O ar pesou. As fisionomias se fecharam. A cena chocou. O acidente de Robert Kubica fez o mundo da Fórmula 1 sentir um frio na espinha que não era sentido há algum tempo. E que não é bom. Temi pelo pior e, felizmente, o talentoso polonês passou por essa. Pode ser um recado para os organizadores do GP do Canadá. Muita velocidade e proximidade perigosa dos muros no circuito Gilles Villeneuve. É um caso a se pensar. Pra valer.

  10. 11/06/2007 01:07

    Sinal vermelho


    Avançar sinal vermelho. Infração grave. Sete pontos na carteira de motorista. Para Felipe Massa custou pelo menos seis pontos no Mundial. Pontos valiosos. Desatenção ? Pode ser. Não pode é reclamar de um regulamento que foi assinado por todos. E antes do Mundial começar.

sobre o blog

Os repórteres Carlos Gil e Pedro Bassan vão acompanhar a temporada de 2007 e trazer todas as informações dos bastidores do circo da Fórmula 1.

Carlos Gil
30 anos
Formado em 1997 pela UFRJ
Editor de texto e repórter do Sportv entre 1998 e 2001
Repórter da Rede Globo desde abril de 2001
Segundo ano de cobertura da F1

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